Mais 25 mil peixes são lançados no rio Paraíba do Sul

A Secretaria Estadual do Ambiente (SEA/RJ), em parceria com a Concessionária de Energia Elétrica Light, promoveu, no dia 7 de outubro, mais um lançamento de 25 mil peixes no rio Paraíba do Sul. O evento aconteceu em Barra do Piraí (RJ) e faz parte do Programa de Recuperação da Fauna do Rio Paraíba do Sul, iniciado em junho. A meta do governo fluminense é repovoar o rio com pelo menos um milhão de peixes, nos próximos dois anos, em parceria com empresas privadas.

O repovoamento começou no dia 16 de junho deste ano, com o lançamento de 25 mil peixes na foz do rio Alambari, no município de Resende (RJ). Os próximos lançamentos, ainda sem datas marcadas, estão previstos em Itaocara (25 mil) e na Usina de Ilha dos Pombos (25 mil), localizada no município de Carmo, ambos no Estado do Rio de Janeiro.

A iniciativa da SEA e do INEA reforça o compromisso do Governo do Estado do Rio de Janeiro com a sociedade e com os 1.700 pescadores que vivem exclusivamente da atividade pesqueira no Rio Paraíba do Sul, afetados pelo acidente ambiental ocorrido em novembro do ano passado. Na ocasião, houve o vazamento do pesticida Endosulfan, proveniente da empresa Servatis, atingindo 400 km do rio – desde o município de Resende até São João da Barra, provocando a mortandade de 150 mil toneladas de peixes. O acidente se deu no período de reprodução, o que comprometeu o estoque pesqueiro para os próximos anos.

Estiveram presentes em Barra do Piraí a secretária estadual do Ambiente, Marilene Ramos – atual presidente do Comitê de Integração da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul –CEIVAP; o prefeito de Barra do Piraí, José Luiz Anchite; o presidente do Instituto Estadual do Ambiente (INEA), Luiz Firmino Martins; o diretor da Agência do Paraíba (AGEVAP), Edson Fujita; o superintendente de Relações Institucionais e Ouvidoria da Light, Eduardo Camillo, entre outros convidados.

Durante o evento, a secretária Marilene Ramos destacou que foram investidos R$ 4 milhões para o saneamento e a construção de uma Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) em Piraí, o que beneficiará também a população de Barra do Piraí. “Estamos investindo ainda R$ 30 milhões para sanear 100% da área urbana de Volta Redonda, o que vai beneficiar este município. Além disso, já está em andamento a licitação das obras para a construção de um aterro sanitário em Vassouras que receberá todo o lixo de Valença, Rio das Flores e parte de Barra do Piraí”, acrescentou a secretária.

O presidente do INEA, Luiz Firmino Martins, falou das ações do governo por ocasião do acidente ambiental no Rio Paraíba do Sul. “Durante seis meses, fizemos o monitoramento das águas do Paraíba do Sul, devido ao vazamento do endosulfan. Este importante corpo hídrico foi recuperado e agora estamos efetuando a segunda ação de repovoamento do rio. O Paraíba do Sul tem grande importância para o meio ambiente, sobretudo para os moradores do Rio de Janeiro”, enfatiza. O rio corta quase metade do Estado, passando por 37 municípios, e constitui a única fonte de abastecimento para 85% da população da Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

O Superinetende da Light, Eduardo Camillo, disse que a empresa está orgulhosa de participar de um projeto como este. “A Light trabalha pautada pela responsabilidade social e no desenvolvimento sustentável”, diz. “É muito importante essa soltura de peixes para a região e para o Estado, não um legado para hoje, mas para as futuras gerações”, conclui.

O prefeito José Luiz afirmou que em seu primeiro mandato realizou muitas ações em diversas áreas como saúde, educação, obras e que agora estava investindo em Meio Ambiente. Segundo ele, a soltura de peixes em Barra do Piraí é uma grande vitória e os moradores estavam emocionados com o evento. “Na época da tragédia, no final do ano passado, vimos passar pelo rio Paraíba do Sul milhares de peixes mortos e ninguém podia imaginar que haveria o repovoamento”. Ele disse às crianças presentes que antigamente ninguém se preocupava, porque não tinham educação ambiental. “A gente destruiu o Meio Ambiente: somos culpados, mas vamos assumir os encargos da recuperação”.

FONTE: http://www.ceivap.org.br


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ENQUETE - Mudanças Climáticas.. Tem solução?


Na sua opinião, consiguiremos reverter as mudanças climáticas e seus impactos ambientais?

Sim, ainda há muito tempo para resolvermos essa situação.

Sim, porém o tempo é curto e mesmo se resolvermos sofreremos com alguns impactos

Não, já é tarde de mais, não há mais o que ser feito

Outro. (via comentário)











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A farra dos sacos plásticos - Diga NÃO a eles...

O Brasil é definitivamente o paraíso dos sacos plásticos. Todos os supermercados, farmácias e boa parte do comércio varejista embalam em saquinhos tudo o que passa pela caixa registradora. Não importa o tamanho do produto que se tenha à mão, aguarde a sua vez porque ele será embalado num saquinho plástico. O pior é que isso já foi incorporado na nossa rotina como algo normal, como se o destino de cada produto comprado fosse mesmo um saco plástico. Nossa dependência é tamanha, que quando ele não está disponível, costumamos reagir com reclamações indignadas.
Quem recusa a embalagem de plástico é considerado, no mínimo, exótico. A plasticomania vem tomando conta do planeta desde que o inglês Alexander Parkes inventou o primeiro plástico em 1862. O novo material sintético reduziu os custos dos comerciantes e incrementou a sanha consumista da civilização moderna. Mas os estragos causados pelo derrame indiscriminado de plásticos na natureza tornou o consumidor um colaborador passivo de um desastre ambiental de grandes proporções. Feitos de resina sintética originadas do petróleo, esses sacos não são biodegradáveis e levam séculos para se decompor na natureza. Usando a linguagem dos cientistas, esses saquinhos são feitos de cadeias moleculares inquebráveis, e é impossível definir com precisão quanto tempo levam para desaparecer no meio natural.
No caso específico das sacolas de supermercado, por exemplo, a matéria-prima é o plástico filme, produzido a partir de uma resina chamada polietileno de baixa densidade (PEBD). No Brasil são produzidas 210 mil toneladas anuais de plástico filme, que já representa 9,7% de todo o lixo do país. Abandonados em vazadouros, esses sacos plásticos impedem a passagem da água - retardando a decomposição dos materiais biodegradáveis - e dificultam a compactação dos detritos.
Essa realidade que tanto preocupa os ambientalistas no Brasil, já justificou mudanças importantes na legislação - e na cultura - de vários países europeus. Na Alemanha, por exemplo, a plasticomania deu lugar à sacolamania. Quem não anda com sua própria sacola a tiracolo para levar as compras é obrigado a pagar uma taxa extra pelo uso de sacos plásticos. O preço é salgado: o equivalente a sessenta centavos a unidade.
A guerra contra os sacos plásticos ganhou força em 1991, quando foi aprovada uma lei que obriga os produtores e distribuidores de embalagens a aceitar de volta e a reciclar seus produtos após o uso. E o que fizeram os empresários? Repassaram imediatamente os custos para o consumidor. Além de anti-ecológico, ficou bem mais caro usar sacos plásticos na Alemanha.
Na Irlanda, desde 1997 paga-se um imposto de nove centavos de libra irlandesa por cada saco plástico. A criação da taxa fez multiplicar o número de irlandeses indo às compras com suas próprias sacolas de pano, de palha, e mochilas. Em toda a Grã-Bretanha, a rede de supermercados CO-OP mobilizou a atenção dos consumidores com uma campanha original e ecológica: todas as lojas da rede terão seus produtos embalados em sacos plásticos 100% biodegradáveis. Até dezembro deste ano, pelo menos 2/3 de todos os saquinhos usados na rede serão feitos de um material que, segundo testes em laboratório, se decompõe dezoito meses depois de descartados. Com um detalhe interessante: se por acaso não houver contato com a água, o plástico se dissolve assim mesmo, porque serve de alimento para microorganismos encontrados na natureza.
Mau exemplo: lixão em SP recebe 250 toneladas por dia.
Não há desculpas para nós brasileiros não estarmos igualmente preocupados com a multiplicação indiscriminada de sacos plásticos na natureza. O país que sediou a Rio-92 (Conferência Mundial da ONU sobre Desenvolvimento e Meio Ambiente) e que tem uma das legislações ambientais mais avançadas do planeta, ainda não acordou para o problema do descarte de embalagens em geral, e dos sacos plásticos em particular.
É preciso declarar guerra contra a plasticomania e se rebelar contra a ausência de uma legislação específica para a gestão dos resíduos sólidos. Há muitos interesses em jogo. Qual é o seu?


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