Ancestral único de musgo colonizou noroeste da América do Norte

Cientistas americanos descobriram que todos os exemplares de uma espécie de musgo que cobre uma extensão de mais de 4 mil quilômetros no noroeste da América do Norte descendem de um mesmo indivíduo, um ancestral único. Este é o exemplo mais extremo observado até hoje da capacidade de uma única planta de colonizar vastas áreas com climas diferenciados, segundo os especialistas
Como parte do mesmo estudo, eles descobriram também que apenas dois ancestrais desse mesmo musgo originaram todos os descendentes daquela espécie existentes hoje na Nova Zelândia.
Ambos as descobertas são “extremamente surpreendentes”, dizem os ecólogos responsáveis pela pesquisa. Uma das razões para tanta surpresa é que o mesmo não ocorreu na Europa, onde vivem uma grande variedade de musgos S. subnitens. Detalhes sobre o estudo foram publicados na revista científica “Molecular Ecology”.
Análise genética – Alcançando poucos centímetros de altura, a planta forma carpetes que variam em cor do verde ao vermelho e marrom. “Ela não é incomum”, ele explica, “mas tem uma distribuição estranha”. O musgo é encontrado em vastas regiões da Europa, na costa noroeste da América do Norte e também na Nova Zelândia, onde habita a costa oeste da Ilha Sul. “Antes desse estudo, não havia análises para avaliar os relacionamentos genéticos entre as plantas nessas populações incrivelmente separadas.”
Karlin e seus colegas fizeram precisamente isso, medindo também a quantidade de variedades genéticas nas populações de musgo de turfa presentes em cada continente. “Todas as plantas S. subnitens no noroeste da América do Norte parecem ter descendido de apenas um ancestral”, disse Karlin. “100% dos genes foram contribuição de um indivíduo.”
Exemplares geneticamente idênticos do musgo S. subnitens habitam desde a costa do Estado americano do Oregon até o oeste das Ilhas Aleutas, uma distância de cerca de 4.115 km.
Na Nova Zelândia, a população foi originada por dois ancestrais diferentes. Um dado interessante, segundo os cientistas, é que as duas correntes não se misturaram. “Todas as plantas S. subnitens na Nova Zelândia são cópias genéticas ou de um ou do outro ancestral original”.
O musgo de turfa parece capaz de colonizar muitas áreas em vastas regiões geográficas devido à sua forma complicada de se reproduzir.
Métodos de reprodução – Musgos podem se reproduzir de várias maneiras. Uma única planta pode clonar a si própria por meio de reprodução assexuada.
Eles também se reproduzem de forma sexuada. Nos humanos e na maioria dos animais, isso ocorre quando o espermatozoide do macho fertiliza o óvulo da fêmea. Nesse caso, macho e fêmea fornecem, cada um, 50% do material genético da cria.
Musgos de turfa podem se reproduzir dessa forma, ou seja, duas plantas diferentes originam uma terceira cujo material genético é uma combinação dos DNAs das plantas que a geraram. Outra forma de reprodução sexuada encontrada nos musgos é a seguinte: o mesmo ancestral produz o gameta masculino e feminino.
Os gametas masculino e feminino podem ser geneticamente diferentes, devido à forma como o material genético é alternado durante sua criação.
Mas o musgo S. subnitens possui ainda um quarto método de reprodução: uma única planta produz gametas masculinos e femininos que são geneticamente idênticos.
Quando os gametas masculino e feminino se juntam, produzem descendentes que contêm duas cópias de DNA idêntico. Isso significa que os descendentes são geneticamente iguais aos pais, embora não sejam, tecnicamente, clones.
Esse tipo especial de reprodução sexuada ocorre apenas em alguns tipos de musgo e em algumas plantas sem sementes, como as samambaias. Karlin e sua equipe acreditam que isso tenha ocorrido na América do Norte e na Nova Zelândia.
Uma única planta fundadora chegou à América do Norte, vinda da Europa, provavelmente no período entre o início do século 18 e o século 20. Ela se reproduziu, espalhando cópias geneticamente idênticas de si mesma por toda a costa noroeste.
“Podemos dizer que este é o grupo mais alastrado de plantas geneticamente uniformes de que se tem conhecimento”, disse Karlin.
Na Nova Zelândia, duas plantas diferentes chegaram e se alastraram individualmente da mesma forma. Os cientistas comentam que nenhum exemplar do musgo S. subnitens encontrado na América do Norte ou na Nova Zelândia mostra sinais de variação genética em relação aos ancestrais originais.
A aparente saúde dessas populações de musgo de turfa indica que a planta não sofreu em consequência da ausência de diversidade em sua composição genética – um outro dado surpreendente. Karlin explica: “Isso contrasta grandemente com muitos animais e plantas”, disse o cientista.
Nos animais, por exemplo, procriações consanguíneas tendem a produzir concentrações de mutações genéticas indesejadas, comprometendo a saúde evolucionária da espécie.
Mas o musgo S. subnitens demonstra como muitos nichos ecológicos podem ser ocupados por um único genoma, mesmo que ele tenha sido copiado várias vezes. “Parece que a espécie possui um genótipo ‘de multiuso’ que pode florescer sem se especializar em cada região que habita”. (Fonte: G1)


Leia mais!

Obrigada!

Bom dia pessoal!

Hoje vim aqui só agradecer... primeiramente aos brasileiros, na verdade a mais de 30.000 brasileiro que em menos de um ano tem dado muita força ao INSPIRAÇÃO VERDE, tem estado sempre aqui... tem permanecido ao nosso lado mesmo que tenhamos dado um tempinho breve por conta da vida... vocês não desistiram do Inspiração Verde continuaram acessando e participando e é a vocês que eu agradeço primeiramente....

Em segundo lugar agradeço o Estados Unidos por quase 10.000 pessoas terem nos acessados terem participado  e terem continuado nos visitando ...

E em terceiro lugar Portugal.... nossos pais, nossa origem obrigada também pelos mais de 2.000 acessos...

Sem contar com...

Rússia
761
Reino Unido
72
Angola
59
Holanda
46
Suíça
39
Bélgica
38
Japão
34
 
Os japoneses até comentário deixaram... Um enorme abraço e OBRIGADA! Sem vocês todos o Inspiração Verde não seria essa família que é hoje!


Até mais e que continuemos todos assim sempre unidos e crescendo com a FAMÍLIA INSPIRAÇÃO VERDE!!!


Leia mais!

Tempestades no DESERTO?

Acredite se quiser: suíços afirmam que conseguiram fazer chover nos Emirados Árabes Unidos em pleno verão

Hélio Gomes
chamada.jpg

MIRAGEM ?
Mantido em segredo, o projeto teria
levado água fresca ao deserto de Al Ain 
Segundo informações divulgadas por uma empresa de tecnologia suíça na semana passada, algo impensável aconteceu no deserto de Al Ain, nos Emirados Árabes Unidos, entre julho e agosto do ano passado. Em pleno verão, época em que a estiagem assola a região ao longo de pelo menos dois meses, 52 tempestades – com direito a raios e trovoadas – foram registradas pelos meteorologistas. O feito, mantido sob sigilo até agora, causou estranhamento na população local. Ele seria resultado do sucesso de uma tecnologia especialmente encomendada pelo presidente do país, o xeque Khalifa Bin Zayed Al Nahyan.
Já patenteado pelos suíços da Meteo Systems, o invento se baseia nas propriedades de partículas carregadas eletricamente (leia quadro abaixo). Quando lançadas no ar quente do deserto por torres que parecem com o “esqueleto” de guarda-chuvas, elas são capazes de subir pela atmosfera, concentrando minúsculas gotas d’água em torno da poeira que paira na região. As nuvens – e as chuvas – são consequência natural do processo. Para que tudo dê certo, é necessário que a umidade do ar alcance ao menos 30%. 
De acordo com os cientistas responsáveis pelo experimento, cinco campos com 20 torres cada já estão em operação perto de Abu Dhabi, capital do país localizado no Oriente Médio.
O segredo em torno do projeto e a inexistência de documentação que comprove sua eficácia levantaram suspeitas na comunidade científica. Apesar das críticas, ao menos um pesquisador de renome deu o seu aval. “Estamos perto de aumentar o acesso à água potável para todos, mesmo em tempos de mudanças climáticas”, disse Peter Wilderer, diretor de estudos sobre sustentabilidade da Universidade de Munique (Alemanha) e uma das supostas testemunhas oculares do experimento. Seja como for, o invento pode significar uma reviravolta sem precedentes para nações que sofrem com a falta d’água para o abastecimento humano e a agricultura. Enfim, tudo indica que o homem fez chover.
g_chuva_deserto.jpg



Leia mais!

Postagens populares

..:: "Inspiração Verde" ::..


.

Estou no blog.com.pt - comunidade de bloggers em língua portuguesa blogarama - the blog directory