Usina Hidrelétrica! Energia Limpa?




A usina hidrelétrica de Estreito (UHE), fincada na região do Tocantins conhecida como Bico do Papagaio e no sul maranhense, é alvo de denúncias constantes de comunidades que vivem às margens do rio Tocantins. A principal acusação é de que o reservatório, que começou a ser cheio em dezembro de 2010, está causando a morte de toneladas de peixes, a maioria essenciais na dieta local

A reportagem de ((o))eco esteve no local e, guiada por ribeirinhos, presenciou grande quantidade de espécies mortas nos afluentes do Tocantins (veja vídeo) . De acordo com a colônia de pescadores de Estreito, quase 35 toneladas de peixes mortos foram encontrados na beira da usina, no final do mês de março.

“Estou com a minha canoa no seco. Pesquei a minha vida inteira e criei meus 15 filhos com a pesca”, lamenta Raimundo Tavares da Silva, 70 anos, 43 dedicados à atividade. O pescador conta que tanto abaixo quanto acima da barragem, não há mais peixe. “Acabou a nossa condição de pescar. Com essas mortes, as pessoas nem estão comprando os peixes que restaram”, completa.

Só em Estreito, são 345 pescadores com registro de pesca. Desde que a UHE foi instalada, 80%  dos pescadores desistiram da profissão. Segundo Luiz Moura, presidente da Associação de Pescadores, o Consórcio Estreito Energia (Ceste), formado pelas empresas GDF Suez/ Tractebel Energia (40,07%), Vale (30%), Alcoa (25,49%) e Camargo Corrêa (4,44%), se nega a discutir com a comunidade e está escondendo a mortandade dos peixes. “Eles dizem que é mentira, mas temos pessoas infiltradas que conseguiram imagens de tratores enterrando os peixes e funcionários do Ceste tentando esconder o crime”, denuncia Moura, que reclama o grande prejuízo: “ São jaús de até 35 quilos, que vendemos a mais de 150 reais”.

Melhor do que estavam?

Uma Indústria de Pesca no valor de R$ 10 milhões está prevista para ser construída nas margens do rio Tocantins, no local onde hoje é o lago da UHE. A proposta é que seja estabelecida uma produção em tanque-rede de espécies exóticas, como a tilápia, mas os pescadores não estão tão contentes com o empreendimento, que está sob a tutela do Ceste. “ Não temos previsão e ficam empurrando com a barriga. Nós filmamos todos os nossos pontos de pesca, a produção que tínhamos anteriormente, as vazantes, as coisas mais bonitas que tinha, mostrando como era a nossa vida antes. O Lula dizia que nós íamos ficar melhor do que estávamos, cadê?, reclama Luiz Moura.

“Converter o pescador em produtor nem sempre dá certo. O empresário leva outro estilo de vida, e o empreendimento exige conhecimento técnico. Sem contar que a bacia do Tocantins não possui espécies exóticas”, completa Fernando Mayer Pelicice, especialista em Ecologia e Conservação de Peixes da Universidade Federal do Tocantins (UFT).


Sem a causa do “fenômeno”






Quando começaram os testes da primeira de oitos turbinas da UHE, a água ficou barrenta e os pescadores que se arriscavam a chegar mais próximo da barragem tiveram que ficar atentos aos horários que a turbina girava. “Tinha que ter pelo menos uma sineta avisando, é perigoso demais”, reclamou Domingos Ferreira, 50 anos, sem se acostumar com a enorme estrutura.

Foi depois desta operação que os peixes começaram a boiar nas proximidades da casa de máquinas. “Essas mortes é um fenômeno recorrente, mas não nestas proporções”, diz o especialista em Ecologia e Conservação de Peixes da Universidade Federal do Tocantins (UFT), Fernando Mayer Pelicice. “Acabamos de sair do período da piracema e é provável que esses peixes estivessem acumulados nas paredes da barragem e que tenham passado pela turbina. Como o jaú esta no topo da cadeia alimentar, certamente a pesca sofrerá uma forte mudança”, completa.

Para o pesquisador, as incertezas em episódios como esse se devem ao fato de não haver no Brasil nenhum estudo científico que acompanhe com continuidade o impacto de uma hidrelétrica na ictiofauna. “Muitas informações são maquiadas e escondidas e só chegam ao conhecimento público através de denúncia. Nenhum consórcio quer um biólogo que acompanhe esses acontecimentos”, conclui Pelicice.

O Ceste informou ter paralisado os testes no dia 28 de março. No mesmo dia avisou o Ibama, convocando um grupo de especialistas em ictiofauna e consultores em engenharia para estudar a situação e tomar as providências cabíveis.

A informação repassada pela assessoria de imprensa através de nota no dia 1º de abril foi a última comunicação do consórcio sobre o fato. Passados mais de 20 dias da mortandade de peixes, tanto o Ibama quando o Ceste ainda não apresentou nenhum relatório que explique o “fenômeno”, como foi chamado pelos analistas.

Mesmo tendo deslocado uma equipe técnica para averiguar as causas das mortes, o diretor de licenciamento Flávio Silveira aguarda o relatório final que está sendo preparado pelo Ceste para  então se posicionar sobre o caso. Dentro do Ibama, o assunto só será divulgado com este relatório.


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UVA - Vestibular Ecológico



Olá pessoal como no ano passado estamos aí para divulgar a ótima idéia da Universidade Veiga de Almeida, que com toda a certeza deveria contagiar todo o Brasil.


Essa fantástica idéia faz com que já haja a conscientização do aluno antes mesmo dele entrar na faculdade, mostra-nos que 1 m² de reflorestamento é mais importante que a taxa de inscrição de um vestibular por exemplo. É mais importante que o dinheiro, que foi a maior razão dos desmatamentos.


É com enorme orgulho que divulgo está tão importante idéia que me foi enviada por email. 


VESTIBULAR GANHA VERSÃO ECOLÓGICA NA UNIVERSIDADE VEIGA DE ALMEIDA


De acordo com números da Fundação SOS Mata Atlântica e do INPE, entre 2005 e 2008, mais de 100 mil hectares de floresta foram devastados. Isso mostra a importância do estímulo à preservação pelas empresas e instituições comprometidas com o meio ambiente.
Por esse motivo, pelo segundo ano consecutivo a Universidade Veiga de Almeida aproveita sua forte presença nas redes sociais para promover a Ação Consciência Verde. Assim como no último vestibular, para cada candidato inscrito pela Ação que comparecer à prova, a Instituição irá reflorestar 1m² de Mata Atlântica em parceria com o Instituto Terra (http://www.itpa.org.br/). 
Para participar da Ação Consciência Verde o candidato deverá acessar o link bit.ly/acaoconscienciaverde, que é divulgado somente nos perfis oficiais da UVA nas redes sociais e seguir as instruções. A participação na Ação Consciência Verde isenta o candidato da taxa de inscrição.
Veja a área que já foi “adotada” pela UVA: http://bit.ly/area_UVA    
As próximas provas estão marcadas para o dia 05/02 nos Campi Tijuca e Barra e 06/02 no Campus Cabo Frio.

Redes Sociais UVA:
Twitter (@uva_veiga)


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Ancestral único de musgo colonizou noroeste da América do Norte

Cientistas americanos descobriram que todos os exemplares de uma espécie de musgo que cobre uma extensão de mais de 4 mil quilômetros no noroeste da América do Norte descendem de um mesmo indivíduo, um ancestral único. Este é o exemplo mais extremo observado até hoje da capacidade de uma única planta de colonizar vastas áreas com climas diferenciados, segundo os especialistas
Como parte do mesmo estudo, eles descobriram também que apenas dois ancestrais desse mesmo musgo originaram todos os descendentes daquela espécie existentes hoje na Nova Zelândia.
Ambos as descobertas são “extremamente surpreendentes”, dizem os ecólogos responsáveis pela pesquisa. Uma das razões para tanta surpresa é que o mesmo não ocorreu na Europa, onde vivem uma grande variedade de musgos S. subnitens. Detalhes sobre o estudo foram publicados na revista científica “Molecular Ecology”.
Análise genética – Alcançando poucos centímetros de altura, a planta forma carpetes que variam em cor do verde ao vermelho e marrom. “Ela não é incomum”, ele explica, “mas tem uma distribuição estranha”. O musgo é encontrado em vastas regiões da Europa, na costa noroeste da América do Norte e também na Nova Zelândia, onde habita a costa oeste da Ilha Sul. “Antes desse estudo, não havia análises para avaliar os relacionamentos genéticos entre as plantas nessas populações incrivelmente separadas.”
Karlin e seus colegas fizeram precisamente isso, medindo também a quantidade de variedades genéticas nas populações de musgo de turfa presentes em cada continente. “Todas as plantas S. subnitens no noroeste da América do Norte parecem ter descendido de apenas um ancestral”, disse Karlin. “100% dos genes foram contribuição de um indivíduo.”
Exemplares geneticamente idênticos do musgo S. subnitens habitam desde a costa do Estado americano do Oregon até o oeste das Ilhas Aleutas, uma distância de cerca de 4.115 km.
Na Nova Zelândia, a população foi originada por dois ancestrais diferentes. Um dado interessante, segundo os cientistas, é que as duas correntes não se misturaram. “Todas as plantas S. subnitens na Nova Zelândia são cópias genéticas ou de um ou do outro ancestral original”.
O musgo de turfa parece capaz de colonizar muitas áreas em vastas regiões geográficas devido à sua forma complicada de se reproduzir.
Métodos de reprodução – Musgos podem se reproduzir de várias maneiras. Uma única planta pode clonar a si própria por meio de reprodução assexuada.
Eles também se reproduzem de forma sexuada. Nos humanos e na maioria dos animais, isso ocorre quando o espermatozoide do macho fertiliza o óvulo da fêmea. Nesse caso, macho e fêmea fornecem, cada um, 50% do material genético da cria.
Musgos de turfa podem se reproduzir dessa forma, ou seja, duas plantas diferentes originam uma terceira cujo material genético é uma combinação dos DNAs das plantas que a geraram. Outra forma de reprodução sexuada encontrada nos musgos é a seguinte: o mesmo ancestral produz o gameta masculino e feminino.
Os gametas masculino e feminino podem ser geneticamente diferentes, devido à forma como o material genético é alternado durante sua criação.
Mas o musgo S. subnitens possui ainda um quarto método de reprodução: uma única planta produz gametas masculinos e femininos que são geneticamente idênticos.
Quando os gametas masculino e feminino se juntam, produzem descendentes que contêm duas cópias de DNA idêntico. Isso significa que os descendentes são geneticamente iguais aos pais, embora não sejam, tecnicamente, clones.
Esse tipo especial de reprodução sexuada ocorre apenas em alguns tipos de musgo e em algumas plantas sem sementes, como as samambaias. Karlin e sua equipe acreditam que isso tenha ocorrido na América do Norte e na Nova Zelândia.
Uma única planta fundadora chegou à América do Norte, vinda da Europa, provavelmente no período entre o início do século 18 e o século 20. Ela se reproduziu, espalhando cópias geneticamente idênticas de si mesma por toda a costa noroeste.
“Podemos dizer que este é o grupo mais alastrado de plantas geneticamente uniformes de que se tem conhecimento”, disse Karlin.
Na Nova Zelândia, duas plantas diferentes chegaram e se alastraram individualmente da mesma forma. Os cientistas comentam que nenhum exemplar do musgo S. subnitens encontrado na América do Norte ou na Nova Zelândia mostra sinais de variação genética em relação aos ancestrais originais.
A aparente saúde dessas populações de musgo de turfa indica que a planta não sofreu em consequência da ausência de diversidade em sua composição genética – um outro dado surpreendente. Karlin explica: “Isso contrasta grandemente com muitos animais e plantas”, disse o cientista.
Nos animais, por exemplo, procriações consanguíneas tendem a produzir concentrações de mutações genéticas indesejadas, comprometendo a saúde evolucionária da espécie.
Mas o musgo S. subnitens demonstra como muitos nichos ecológicos podem ser ocupados por um único genoma, mesmo que ele tenha sido copiado várias vezes. “Parece que a espécie possui um genótipo ‘de multiuso’ que pode florescer sem se especializar em cada região que habita”. (Fonte: G1)


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